terça-feira, 10 de julho de 2012

No meio de Stonehenge nasceu uma flor. Entre essas pedras megalíticas, esses personagens misteriosos da história surgiram as pétalas da pequena camélia. Necessitada de luz e água para sobreviver apenas alguns minutos do dia via o sol por entre as sombras sobrepostas e só quando o céu enviava chuva recebia o licor da vida. Levada pelo vento a semente que germinou e lhe deu origem, foi por mero acaso ou por cruel sorte que ali foi parar. As suaves pétalas perdiam vigor e o caule desmaiava com o tempo inclinando e inclinando a bela flor para o chão. As pétalas foram-se, o caule soçobrou e tudo o que ali acontecera nunca ninguém soube, nem marca ficou. É assim a vida das flores solitárias deste mundo de granito e cinza e céu escuro, de ilhas feito. 

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